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Proteção solar de A a Z: tudo que você precisa saber sobre filtro solar

Escolher o melhor protetor solar não anda fácil. Com tantos termos científicos (antioxidantes, radicais livres) e siglas nos rótulos — FPS, PPD, UVA, UVB, IR — vale a pena ir mais fundo e aprender para que serve cada coisa nos produtos.

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Por Wilson Weigl

Comprar um protetor solar é fácil, não é? Na farmácia, você escolhe um produto de marca conhecida, com fator de proteção alto e, aparentemente, preço justo. É um bom começo, sem dúvida, mas existem muitos outros fatores que devem ser levados em conta na hora de optar por esse ou aquele filtro solar. São características que inclusive aparecem nos rótulos em forma de siglas difíceis de decifrar — FPS, PPD, UVA, UVB, IR — ou de termos científicos, como antioxidantes e radicais livres.

“Muita gente desconhece o significado de vários desses conceitos e a falta de entendimento sobre as particularidades do protetor solar pode comprometer a proteção adequada da pele nas diferentes situações”, explica a dermatologista Claudia Marçal, da clínica Espaço Cariz, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology.

Como esse conhecimento sobre filtro solar é cheio de pegadinhas, a médica descreve aqui de A a Z os principais conceitos aplicados à fotoproteção (traduzindo, a proteção contra a luz do sol) e explica os malefícios da radiação solar na pele — são muitos, como você vai ver.

No final, explicamos como passar protetor solar do jeito certo e mostramos novos lançamentos de produtos que chegaram às farmácias para a gente curtir o verão sem susto nem risco.

ANTIOXIDANTES — Um bom protetor solar tem que ter. São moléculas de substâncias que impedem a formação radicais livres (veja a explicação mais abaixo) e, em alguns casos, revertem os danos causados por eles na pele. Alguns antioxidantes importantes: vitaminas E, C, A, B3, resveratrol (presente na uva), ácido elágico da romã, extrato de blueberry, de folha de oliveira, moléculas OTZ 10 (minimiza os danos do calor), Alistin (age nas camadas de água e gordura da pele) e Exo-P (evita os danos causados pelos poluentes). “O protetor solar deve não apenas proteger a pele, mas também reparar o processo inflamatório causado pela radiação solar”, explica a dermatologista.

CÂNCER DE PELE — A principal causa do câncer de pele é a exposição prolongada e repetida ao sol. Há dois tipos: o mais perigoso é o melanoma, agressivo e de evolução rápida, que facilmente cria metástases, ou seja, se espalha para outros órgãos, uma vez que solte uma célula cancerosa na corrente sanguínea ou linfática. O outro tipo, o carcinoma (basocelular ou espinocelular), é menos agressivo e raramente fatal. Segundo pesquisas, 25% dos casos de câncer no Brasil são de pele, a maior parte causados por exposição ao sol.

COR — Uma das últimas inovações em fotoproteção são os filtros de alta cobertura, que têm cor e funcionam como a base que as mulheres usam em maquiagem, cobrindo inclusive as imperfeições da pele. “A cor é a única barreira que defende a pele da luz visível, que também causa danos”, diz a médica. Leia mais sobre a luz visível mais abaixo.

FILTROS — Podem ser químicos ou físicos e atuam de maneiras diferenciadas. A explicação científica: “Os filtros físicos, dióxido de titânio, óxido de ferro e zinco, são partículas inorgânicas que refletem ou dispersam a radiação, enquanto os químicos são partículas orgânicas que absorvem o fóton de energia”, diz Claudia. “Um bom protetor deve ter os dois”. Como os filtros físicos formam uma barreira onde a luz bate e volta, o desafio da indústria é desenvolver produtos que não deixem a pele esbranquiçada. “Os filtros químicos são fundamentais, mas instáveis; com o suor e a água do mar, a molécula deixa de proteger”, explica.

FOTOENVELHECIMENTO — É o conjunto de todos os danos causados pelo sol na pele: rugas, manchas, mudança na textura, formação de vasinhos e flacidez. A exposição à radiação solar acelera o processo de degeneração da pele: o envelhecimento precoce.

FPS — A sigla de Fator de Proteção Solar refere-se apenas aos raios UVB. O número mede o tempo que a pele leva para avermelhar. Com um FPS 15, por exemplo, a pele demora 15 vezes mais para ficar vermelha em comparação se não estivesse protegida; com filtro FPS 30 isso vai demorar 30 vezes mais, e assim por diante. Ou seja, quanto maior for o FPS, a pele estará mais e melhor protegida por mais tempo.

IMUNOPROTEÇÃO ORAL — São os protetores em cápsulas, para tomar por via oral. “Eles melhoram a resistência da pele, a imunidade cutânea e imunológica e funcionam como guardiões por proteger as células imunológicas da pele e reverter em parte os danos biológicos e inflamatórios causados pelo sol”, frisa Claudia. Os mais importantes, segundo a médica, são o polipodium leucotomus, picnogenol, astaxantina, luteina, extrato de chá verde e branco, resveratrol (obtido da uva), ácido elágico da romã, associados ao silício orgânico (que melhora a flacidez da pele). Mas, atenção: as cápsulas não substituem o protetor de uso facial e corporal!

IR — Sigla de Infrared (infravermelho ou IV), os raios solares sentidos através do calor ou mormaço. “É uma radiação que atinge a camada mais profunda da pele, a derme, onde estão as fibras que dão sustentação, elasticidade e firmeza. O dano à essa camada faz a pele desabar e aumenta o risco de câncer. A dermatologista explica que, para evitar flacidez e rugas, é importante usar filtros físicos (leia acima) e produtos com antioxidantes que diminuam o processo inflamatório causado pela radiação infravermelha.

LUZ VISÍVEL — Essa parte dos raios solares, captada pelos olhos e que permite enxergar os objetos, acelera o envelhecimento da pele e provoca manchas e rugas. A má notícia é que só os protetores solares físicos (com cor ou que deixam a pele esbranquiçada) são capazes de barrar essa radiação. Segundo estudos, a luz visível é tão perigosa quanto a radiação UV. E, para piorar, faz parte não apenas da luz do sol, mas também das luzes artificiais, principalmente em ambientes muito iluminados como lojas e escritórios.

PPD — Sigla de Persistant Pigment Darkening, indica o grau de proteção contra os raios UVA. Nas embalagens, pode aparecer como FPUVA (Fator de Proteção UVA) ou ser expresso por estrelinhas (***), cruzinhas (+++) ou alertas como “proteção de amplo espectro”.  “O PPD ideal é a partir de 10 e deve representar, no mínimo, um terço do FPS”, explica Claudia Marçal. Os protetores solares mais atuais informam explicitamente no rótulo seu nível de proteção contra a radiação UVA.

RADICAIS LIVRES — Um bom protetor solar deve ter substâncias com ação antioxidante (leia lá em cima) para anular a ação danosa dos radicais livres. São moléculas que se formam como resultado dos processos metabólicos do organismo e cuja produção se acelera não apenas pela exposição à radiação solar, mas também por estresse, poluição, maus hábitos alimentares, cigarro e excesso de consumo de bebidas alcoólicas. As moléculas são chamadas de “livres” porque são instáveis e apresentam um elétron negativo, que se associa rapidamente a outros positivos, provocando uma reação que “oxida” as células, danificando seu DNA.

UVA — Principal responsável pelo envelhecimento precoce da pele (manchas e rugas), esse tipo de radiação é pouco percebida, por ser indolor. Atravessa nuvens, vidro e epiderme, penetrando na pele até às células da camada profunda da pele. “Os raios UVA afetam a pele o ano todo, independente da estação. Esse tipo de radiação não é bloqueado totalmente com protetor solar e traz prejuízos que vão desde lesões mais simples até, em casos mais graves, câncer de pele”, explica a dermatologista. Por isso, é preciso prestar atenção se o protetor solar oferece proteção PPD (leia acima).

UVB — A radiação ultravioleta B é fácil de sentir na pele, pois causa vermelhidão e queimaduras por danificar a epiderme, e é mais abundante entre as 10 da manhã e as 4 da tarde. “Seu grau de proteção é medido pelo FPS e é uma radiação que pode furar o bloqueio dos filtros químicos e aumentar o risco de câncer”, diz Claudia.

VEÍCULO — Gel, creme, loção, spray, bastão: todos esses são veículos dermocosméticos que contêm as substâncias fotoprotetoras. É importante escolher bem a forma do filtro solar, pois isso ajuda na prevenção de acne e oleosidade. “Quem tem tendência a espinhas deve optar por veículos livres de óleo ou em forma de gel ou loção e evitar os cremes, que são gordurosos. Já quem pratica muita atividade física deve evitar o gel, que se dilui facilmente com a transpiração”, diz Claudia Marçal.

O JEITO CERTO DE USAR PROTETOR SOLAR

* Não dá para economizar filtro solar e querer que o tubo dure o verão inteiro. Quando se aplica pouca quantidade, não se atinge o FPS do rótulo e o nível de proteção cai para um terço.

* No rosto, é preciso passar 2 colheres de chá, todo dia. “Reaplique de 2 em 2 horas em ambientes abertos e de 4 em 4 em ambientes fechados”, orienta a dermatologista Claudia Marçal. Para o corpo, seja na praia, na corrida ou outro esporte ao ar livre, a medida correta é de 1 a 2 colheres de chá para cada parte (peito, braços, pernas, costas).

*  Não existe dose ou horário seguro de exposição ao sol. Os dois tipos de raios ultravioleta (UVA e UVB) agem praticamente o dia todo e provocam danos com a mesma intensidade. No período entre 10h de 16h há maior incidência da radiação perigosa. É complicado na praia, mas evite ficar desprotegido sob o sol nesse horário: fique na sombra, embaixo do guarda-sol.

* Opte por um produto de FPS 30, no mínimo, sem esquecer de checar se ele oferece proteção contra o UVA, infravermelho e luz visível, como a gente explicou acima.

* Não adianta passar o protetor uma vez só e achar que está protegido indefinidamente. A recomendação médica é reaplicar o produto a cada 2 horas ou depois de entrar na água. Mesmo os protetores que prometem resistir à água e ao suor não são capazes de oferecer duração muito prolongada. A recomendação é sempre reaplicar o protetor, até em caso de transpiração excessiva.

* O grau de eficácia do protetor não está relacionado ao preço: produtos que custam menos podem oferecer a mesma proteção de uma marca cara. Entretanto, mais do que o nível de proteção, mais alto ou mais baixo, o diferencial do preço pode estar na fórmula. Um bom protetor solar para o rosto, por exemplo, tem ativos que nutrem a pele e ajudam a controlar o brilho e o excesso de oleosidade. A recomendação é sempre escolher produtos das marcas de qualidade reconhecida.

HOMEM NO ESPELHO INDICA:

Protetor Solar Anna Pegova Pegotan FPS 51

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Protege a pele contra radiação UVA e UVB e tem antioxidantes, como vitamina E, que ajudam a evitar o envelhecimento precoce. Tem toque seco, não deixa sensação de cara melada. Ideal para uso diário, resiste à água e ao suor. (50 g – R$ 108) Gostou da nossa indicação? Para comprar, clique aqui para ir à uma loja.

Protetor solar Episol Homem FPS 45

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Formulado especificamente para a pele masculina, que é mais grossa e oleosa do que a feminina. Para uso diário, defende o rosto dos raios UVA, UVB e infravermelhos e dos radicais livres. Bem seco, não mela a pele. (60 g – R$ 65) Gostou da nossa indicação? Para comprar, visite aqui uma loja.

Protetor solar Vichy Idéal Soleil Antiacne FPS 30

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Seco e de absorção rápida, previne queimaduras, manchas e rugas e controla o brilho e a oleosidade do rosto por até 9 horas. É indicado para quem tem acne, porque tem ingredientes de ação secativa, como ácido salicílico. (50 g – R$ 69,90) Gostou da nossa indicação? Para comprar o produto, clique aqui para ir à uma loja.

 

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