Tire suas dúvidas sobre depilação masculina a laser

Cansado de raspar os pelos em casa? Vale a pena investir na depilação masculina a laser, que oferece resultado bacana e duradouro. A gente tira as dúvidas sobre essa técnica.

Homem No Espelho - Depilação masculina laser

Texto e foto: Wilson Weigl

Você está satisfeito em depilar em casa com lâmina, cera ou creme ou sente a maior canseira em repetir o processo a toda hora? Dispõe de uma verbinha extra para investir em algo mais duradouro? Então a depilação masculina a laser ou luz pulsada, feita em clínicas dermatológicas, pode ser uma boa alternativa para você.

Essa forma de remoção de pelos é ideal para áreas do corpo como as costas, por exemplo, onde é difícil conseguir um bom resultado em casa. Para a região genital, o laser é mais seguro, já que na raspagem com lâmina uma manobra malfeita pode ter consequências terríveis. Na barba, a depilação a laser também é uma mão na roda para quem sofre com pelo encravado, foliculite, acne ou pele sensível, que arde e fica vermelha com a passagem do aparelho de barbear.

Os aparelhos emitem feixes de luz que, na pele, se transformam em calor e destroem a raiz do pelo ou retardam seu crescimento. Você sente os disparos de luz como leves “choques”. Com apenas algumas sessões consegue-se um resultado duradouro, apesar de que o sucesso depende do aparelho, do seu tipo de pele e da cor e espessura dos seus pelos. Porque quanto mais escuros e grossos forem os pelos o resultado é mais bacana.

Agora a gente tira as dúvidas mais comuns sobre a depilação profissional.

Na depilação a laser os pelos somem para sempre?

Não. Os bulbos capilares são destruídos pelo efeito da luz, mas com o passar do tempo o corpo pode produzir novos pelos. “O laser reduz significativamente o número dos pelos por 6 meses, em média. E os pelos que sobram, em geral, ficam mais finos e claros”, explica a dermatologista Livia Pino, professora da Faculdade de Medicina de Valença e preceptora do ambulatório de pós-graduação da Policlínica Geral do Rio de Janeiro. Esse período varia de pessoa para pessoa, de acordo com seu tipo de pele e a quantidade, cor e espessura dos pelos. Por isso, podem ser necessárias sessões periódicas de manutenção, segundo a orientação que o especialista vai dar para você.

Existem diferentes tipos de lasers?

Sim. Há diversos tipos e marcas de aparelhos, tanto de laser quanto de luz pulsada, um método parecido de depilação. Eles diferem quanto ao comprimento de onda (a do laser é maior e penetra mais fundo na pele do que a da luz pulsada), a duração do pulso, o tipo de sistema de disparo e o método de resfriamento da pele. Todos estes fatores influenciam na qualidade e eficácia do procedimento. Só o dermatologista consegue dizer qual o tipo mais adequado para cada caso. E por isso é fundamental procurar uma clínica idônea e atualizada.

A depilação pode ser feita no verão?

Sim. Costuma-se dizer que é melhor fazer no inverno, porque o resultado do procedimento na pele bronzeada não é tão bom, além do que depois da sessão não é indicado tomar sol. Mas para quem não planeja ir à praia, não há problema em se depilar durante os meses de verão. “O ideal é evitar exposição ao sol durante o tratamento e, quando não for possível, é obrigatório utilizar protetor solar com fator de proteção (FPS) o mais alto possível”, explica a fisioterapeuta Silvia Manzato, da clínica Dr. Laser, de Rio Preto (SP).

Laser funciona bem para barba?

Sim. O procedimento é ideal para quem tem pele sensível, sofre com foliculite (pelo encravado que inflama) ou tem muitas espinhas, que a lâmina detona a cada barbear. Com a depilação, pode-se aposentar o aparelho de barbear.

O laser pode ser aplicado em tatuagens?

Não. Deve-se evitar as áreas do corpo tatuadas para não causar danos às cores dos desenhos, já que o feixe de luz atinge camadas profundas da pele. “Hoje, profissionais qualificados podem tranquilamente fazer a depilação a laser nas áreas ao redor das tatuagens”, diz a fisioterapeuta Silvia Manzato.

Laser diminui os pelos encravados?

Sim. Os pelos encravam porque, ao despontar e crescer, se curvam e penetram novamente na pele, o que pode causar inflamação caso o bulbo capilar seja infectado por bactérias (a foliculite). “Como o laser queima a raiz do pelo, impedindo o seu crescimento, o problema é resolvido”, afirma Silvia.

Caso tenha-se alergia a lâminas ou cera, a melhor opção é o laser?

Sim. Em quem tem pele sensível, a lâmina provoca reações como irritações, bolinhas vermelhas e coceira. Já a cera pode causar vermelhidão intensa e ressecamento.

Laser melhora a acne?

Sim. O tratamento pode ser a solução para o problema, em vez de tomar remédio (que pode apresentar efeitos colaterais). O aparelho tem ação secativa e diminui as cicatrizes. As espinhas secam rapidamente, porque é retirado o líquido da inflamação, enquanto a ação bactericida mata as bactérias que infectam as pústulas. Na mesma sessão é possível tratar ao mesmo tempo as espinhas ativas e as cicatrizes já existentes.

Homens de todas as raças podem fazer depilação a laser?

Sim. “Não importa a etnia: negra, indígena, caucasiana (branca), oriental, sem risco de queimaduras ou clareamento ou qualquer mudança no tom de pele”, diz Silvia Manzato. Entretanto, quanto mais escuros e grossos forem os pelos, melhor o resultado do procedimento, já que a energia do laser é melhor absorvida pela cor escura da melanina (pigmento que dá cor ao pelo). Para quem é claro, ruivo ou grisalho o resultado já não é tão bom, por causa da baixa concentração de melanina nos pelos, mas a tecnologia dos aparelhos evolui rapidamente, melhorando os resultados em todos os tipos de pele.

Depilação a laser dói?

Sim. Os disparos do aparelho são sentidos como pequenos choques doloridos, apesar de que antes o local é preparado com cremes anestésicos. “A dor do procedimento varia conforme o aparelho utilizado, a cor da pele do paciente, a região tratada e a quantidade de pelos”, explica a dermatologista Livia Pino. Como a gente aguenta menos dor do que as mulheres, a dor era o principal motivo dos homens fugirem da depilação a laser ou com fototerapia. “Porém, já existem técnicas de luz pulsada, por exemplo, que possibilitam um tratamento mais confortável e quase indolor”, afirma Aline Stringhetta, especialista e fisioterapeuta dermatofuncional. Na barba, o procedimento é feito hoje praticamente sem dor.

É preciso fazer várias sessões para ter bom resultado?

Sim. Como dissemos acima, o resultado pode ser melhor e mais rápido dependendo da cor e espessura do pelo e do tom da pele. Segundo Aline Stringhetta, na depilação com  luz pulsada o número de sessões costuma variar de 6 a 8. Após o tratamento é necessário apenas realizar a manutenção, que costuma ser feita uma ou duas vezes por ano. Já na depilação a laser, são recomendadas sessões em intervalos de 30 ou 45 dias, dependendo da pessoa.

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