Ganhar músculos muito rápido pode causar estrias na pele

As estrias masculinas são causadas por aumento muscular rápido demais, que faz a pele “esgarçar” por esticar. Veja como se livrar delas.

Homem no Espelho - estrias masculinas - pele de homem

Por Wilson Weigl

Se você treina pesado e vem ganhando massa muscular bem rápido pode estar notando o aparecimento de estrias no corpo. Elas são aquelas linhas avermelhadas ou esbranquiçadas que aparecem quando a pele “esgarça” por esticar demais. Nos homens, uma causa comum dessas marcas feias é a hipertrofia, quando os músculos crescem rápido demais para a pele conseguir se adaptar à mudança. Pior ainda quando o aumento de massa é acelerado por anabolizantes.

A estria relacionada ao crescimento muscular atinge principalmente os caras marombeiros, que pegam pesado, fazem dietas insanas comendo como monstros e começam a ficar grandes rapidamente. Quanto mais jovem o homem quando começa a treinar, também maior sua suscetibilidade a ter estrias, por causa do crescimento da adolescência. Mas tem jeito de acabar com as estrias? Tem, apesar de não ser simples nem barato. Vamos lá.

Estria é um problema que atinge muito mais as mulheres, que representam 80% dos casos, e o terror das grávidas, por causa do crescimento da barriga. “As estrias são rupturas das fibras profundas que dão elasticidade e sustentação à pele”, explica a dermatologista Ivana Prado, da Clínica Adriana Vilarinho, de São Paulo, referência em dermatologia no Brasil (clique aqui para conhecer a clínica).

Nos homens, as áreas mais afetadas costumam ser peito, costas, ombros e braços, aqueles lugares em que os músculos crescem e se destacam rapidamente quando a gente começa a treinar com fé.

A tendência hereditária também é um fator que deixa certas pessoas mais propensas a ter estrias. O importante é ficar atento ao aparecimento das primeiras manchas rosadas e rajadas na pele.

Estrias avermelhadas e brancas

“Toda estria começa avermelhada, chamada de rubra, e depois se torna branca. Quando fica branca ela já fica mais difícil de tratar, porque se tornou fibrosa e se formou uma cicatriz”, continua Ivana. “O tempo desse processo varia de pessoa para pessoa: para algumas, a mudança pode acontecer em um mês, para outras demora mais, três meses, por exemplo”.

Quanto mais antiga, larga e branca for a estria, mais difícil de ser tratadas. Portanto quanto mais rápidas forem as providências para tratamento, melhor.

Laser, o tratamento realmente eficaz

O laser (feito em clínicas dermatológicas ou de estética) é o melhor (e talvez o único) procedimento dermatológico contra estrias, por que consegue penetrar fundo na pele a ponto de reparar o estrago nas fibras. Como ele age? O aparelho dispara feixes de luz que, na pele, se transformam em calor e provocam uma resposta inflamatória das camadas onde se produz colágeno (proteína reparadora da pele). A gente sente os disparos luminosos como curtos “choques” (bem doloridos, aliás, apesar da aplicação de creme anestésico no local). Existem vários tipos de laser, porém o mais indicado para estrias é o CO2 fracionado (a sigla é do dióxido de carbono).

Pode ser combinado com outras técnicas como o microagulhamento (agulhas bem pequenas que furam a pele para estimular o colágeno) e o “drug delivery’, a aplicação de substâncias cicatrizantes após a perfuração das agulhas. Mas os cremes funcionam? “Não fazem efeito”, diz Ivana. “O problema é na camada profunda da pele, onde os cremes não alcançam”.

Quantas sessões são necessárias?

“Quando a estria ainda está vermelha, na fase inicial, pode ser tratadas com menor número de sessões, com ótimos resultados. Mas na fase branca são necessárias mais sessões e aumenta o risco de o desaparecimento não ser completo, de alcançar apenas uma melhora de 60 a 70%”, alerta Ivana Prado.

O número de sessões depende do tempo, tamanho e profundidade das lesões. Estrias ainda na fase vermelha podem desaparecer com apenas uma sessão, segundo a dermatologista. Já a estria avançada na fase branca em geral exige cinco ou mais aplicações do laser, em média. “Não existe um relação tempo-benefício única, porque o resultado do laser também varia de pessoa para pessoa, frisa Ivana.

No caso de serem necessárias várias sessões, elas devem ser feitas com intervalo de quatro semanas, no mínimo, para dar tempo para a pele se recuperar.

Cremes ajudam a diminuir estrias?

“Aplicar creme corporal ajuda a deixar a pele mais hidratada no local, mas o produto não diminui a estria, porque não alcança a camada profunda da pele”, completa Ivana Prado.

Como existem muitos produtos que afirmam diminuir estrias e não cumprem a promessa, para não perder dinheiro, o ideal é consultar um dermatologista antes de aplicar um produto por conta própria.

Um toque final: evite ao máximo tomar sol nas regiões das estrias: elas resistem ao bronzeamento e podem até ficar mais escuras devido ao excesso de exposição ao sol. Use sempre filtro solar de FPS 30, no mínimo, e que proteja tanto dos raios UVB quanto dos UVA.

Treino sem risco de estria

Para quem busca hipertrofia, o correto é  que o programa de treino respeite um determinado período de tempo para a construção muscular gradual, sem excessos, para que a pele vá se adaptando aos poucos ao esticamento.

Óbvio também que deve-se evitar tomar anabolizantes que promovam crescimento muscular rápido e não natural, que vai com certeza estressar a pele.

Nossas dicas deram uma luz para você começar a pensar em se livrar das estrias? Ah, você não tem! Então mostre este texto para aquele seu amigo que ficou sarado muito rápido.

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