Herpes: nova arma para controlar o problema

A doença causa incômodo físico e constrangimento nas relações a cada manifestação da infecção. Um remédio novo promete diminuir o sofrimento.

Homem No Espelho - herpes

Por Wilson Weigl

Herpes é um assunto muito sério. Só a palavra causa calafrios em todo mundo. Mas quem não sofre com o problema não tem ideia do baque que ele causa na vida. Em nível físico, as lesões que atingem a boca e as partes baixas são bem dolorosas e vêm acompanhadas de ardor, coceira e mal-estar. O impacto, porém, se estende à vida social. Além do constrangimento causado pelo mau aspecto das lesões na boca, o herpes inviabiliza relações sexuais e até beijos, o que pode ser um golpe duro nos relacionamentos.

As estatísticas do herpes assustam: quase toda a população mundial carrega o vírus HSV-1 (90%, para ser exato), embora ele se manifeste só em 40% dos infectados. Na transmissão (que pode ocorrer em qualquer fase da vida), até beijar pode ser arriscado. Como o vírus passa por meio da saliva e outros fluidos corporais, o contágio pode acontecer de forma direta — beijo, sexo oral e gotículas de saliva liberadas na fala — ou indireta, quando se compartilha copos, talheres e batom.

Um dos grandes perigos do herpes, para você e para os outros, é que as lesões são porta de entrada aberta à invasão dos vírus causadores das doenças sexualmente transmissíveis, inclusive o da Aids, o HIV.

A doença não tem cura. O máximo que dá para fazer é usar remédios antivirais, em forma de creme aplicado na área da lesão, ou comprimido via oral. E eles só são capazes de diminuir a intensidade e encurtar o tempo das lesões. A ação dos medicamentos é inibir a replicação do vírus, impedindo que ele se multiplique livremente e a infecção dure mais. Até agora os medicamentos mais populares para cumprir essa função são aqueles à base da substância aciclovir (encontrados com o nome comercial de Zovirax).

Acaba de chegar às farmácias, porém, um novo medicamento que tem se mostrado muito mais eficaz do que os anteriores. Ele contém um aminoácido chamado lisina, encontrado nos alimentos (proteínas animais, soja e alguns legumes) e também nos suplementos esportivos BCAA (Brain Chain Amino Acids), muito consumidos por praticantes de musculação, para turbinar a hipertrofia.

“Administrada durante as infecções herpéticas, a lisina alivia os sintomas, encurta a duração da lesão e acelera a cicatrização”, explica Walmar Roncalli Pereira de Oliveira, dermatologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). O medicamento, chamado Resist, lançado pelo laboratório Aché, deve ser tomado o mais cedo possível, logo no início dos sintomas, e pode também ser usado de maneira preventiva. “Por retardar o mecanismo da replicação viral, ele ajuda a prevenir novas manifestações do herpes e pode ser tomado por seis meses”, diz o médico.

A lisina age inibindo a arginina, outro aminoácido, que exerce uma função contrária e estimula a reprodução do vírus no organismo. Nessa briga dentro das células, o aumento da lisina implica em queda da arginina, o que contribui para frear a manifestação do herpes.

O remédio Resist é encontrado em cápsulas de 500 mg, em caixas com 30 ou 90 cápsulas e deve ser tomado três vezes por dia. É tentador, mas nada de se automedicar, por favor! Se você tem herpes, procure um médico. Além de indicar o medicamento adequado a suas necessidades, ele vai orientá-lo a adotar alguns hábitos que contribuem para diminuir os episódios de herpes. A gente adianta quais são: evitar tomar muito sol, usar protetor labial e adotar uma alimentação equilibrada. Estudos apontam que alguns alimentos — como chocolate, gelatina e castanhas, veja só! — contribuem para o surgimento das manifestações do herpes.

Confira agora o infográfico com tudo o que você precisa saber sobre a doença (clique na imagem para ler).

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