Peitoral além da medida: saiba o que é ginecomastia

Muitos homens se envergonham de tirar a camiseta na praia ou na academia, por causa do tamanho das mamas. Mas tem como resolver o problema de vez. 

Homem No Espelho - Crescimento das mamas masculinas - ginecomastia

Por Wilson Weigl

Para muitos homens, tirar a camiseta na praia, na academia ou no futebol é motivo de insegurança e constrangimento. Eles apresentam uma condição chamada ginecomastia, o crescimento exagerado das mamas, causado por alterações fisiológicas ou hormonais. Comum durante a adolescência, por volta dos 14 anos, o problema costuma regredir naturalmente, mas pode permanecer na idade adulta, provocando tremendo impacto na autoestima e na vida social. Infelizmente, não existe massagem, remédio ou treino de peitoral que resolva o problema. A solução, rápida, eficaz e duradoura, é uma só: cirurgia.

O QUE É A GINECOMASTIA

Essa condição não é nada rara; segundo estatísticas, afeta até 60% dos homens na adolescência. “Em 90% dos casos, a ginecomastia desaparece após as alterações hormonais da puberdade, mas se continua no início da fase adulta é pouco provável que vá regredir”, explica o cirurgião plástico André Colaneri, de São Paulo.

A ginecomastia costuma ser bilateral, afetando as duas mamas, mas pode aparecer em apenas uma. Às vezes, vem acompanhada de um caroço endurecido abaixo do mamilo, que pode ser dolorido: trata-se da inflamação da glândula mamária, segundo Colaneri.

AS CAUSAS DO PROBLEMA

A condição pode ser reflexo de outros problemas de saúde (como disfunções da tireoide, por exemplo) e do uso de medicamentos, mas sua principal causa é o desequilíbrio hormonal, quando há aumento do hormônio feminino (estrógeno) e/ou diminuição do hormônio masculino (testosterona) na corrente sanguínea. “Excesso de peso, consumo de drogas, como a maconha, e uso de anabolizantes esteroides também predispõem ao problema”, completa o cirurgião plástico Gustavo Merheb, do Rio de Janeiro.

Quando ocorre em homens obesos ou acima do peso, ela se chama pseudoginecomastia e é causada pelo simples acúmulo de gordura, que provoca o aumento do volume da mama sem interferir no funcionamento da glândula. Nesses casos, as mamas são mais moles e não há dor. Pode ocorrer também o aumento de gordura e também da glândula: a ginecomastia mista.

DIAGNÓSTICO E CIRURGIA

O diagnóstico é feito por meio de exames clínicos e de imagem e a cirurgia é indicada quando o crescimento das mamas é motivo de constrangimento para o homem. “O procedimento consiste na retirada da gordura e do tecido glandular”, explica Gustavo Merheb. Segundo o médico, normalmente o paciente fica internado apenas um dia. O procedimento é simples e pouco doloroso, usa apenas anestesia local, mas só pode ser feito em pacientes a partir de 15 anos. A recuperação é rápida e as cicatrizes são discretas. “Em três ou quatro dias pode-se voltar a trabalhar ou estudar normalmente, e depois de 20 ou 30 dias já é possível retomar as atividades físicas”, afirma o médico.

Nos casos de excesso de peso, a pseudoginecomastia pode ser tratada com lipoaspiração, cirurgia que apenas retira o excesso de gordura. “O procedimento ideal é a vibroaspiração, que é menos invasivo e apresenta uma recuperação mais rápida e menos dolorosa”, diz André Colaneri. Na ginecomastia mista, combina-se a vibroaspiração com o corte ao redor da auréola da mama para a retirada do excesso de tecido.

Segundo estudos, a ginecomastia pode evoluir para um câncer de mama, mas isso é bem raro: os homens correspondem a apenas 1% dos casos de câncer de mama.

Se você se identificou com o problema, lembramos que não adianta pegar pesado no supino na academia: procure um especialista para ter o diagnóstico do seu caso e, se for o caso, respire fundo e considere entrar na faca.

Quer saber mais? Assista ao vídeo do cirurgião André Colaneri sobre a ginecomastia.

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