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Guia do protetor solar: quanto, como, quando e onde passar

Todo mundo sabe da importância de usar filtro solar, mas muitos caras ainda escolhem o tipo errado de produto ou acham que basta passar uma vez só. Tire aqui todas suas dúvidas sobre o uso do protetor. 

Por Wilson Weigl

A gente é soterrado diariamente por uma infinidade de alertas sobre a importância de passar filtro solar sempre que se expõe ao sol. Até mesmo na cidade e em dias nublados. Mas parece que para algumas pessoas a ficha não cai e, por isso, o câncer de pele é o segundo mais comum no Brasil. Além de uma grande quantidade de brasileiros não usar protetor solar quando vai à praia, muitos aplicam o produto uma vez só, achando que ele vai ficar na pele indefinidamente. Ou, ainda, ou passam quantidades insuficientes para garantir proteção (aliás, economizar protetor solar para fazer o tubo durar o verão todo é uma das piores ideias que podem passar pela cabeça de alguém).

Explicamos aqui como escolher o filtro solar certo para seu tipo de pele, quanto, onde e como aplicar, com dicas da dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, e do farmacêutico e diretor científico da Consulfarma, Lucas Portilho,  pesquisador em fotoproteção na Unicamp. Mas antes lembramos, mais uma vez: a radiação solar causa envelhecimento precoce da pele, manchas, rugas e danifica o material genético do corpo, predispondo ao câncer. Chega?

Que protetor solar deve-se escolher?

Cada tipo de pele pede uma categoria de protetor solar. Isso porque quanto maior for o “fototipo” da pessoa, mais escura a melanina, um pigmento que protege a pele contra a radiação. “Um indivíduo com pele clara tem menos proteção e precisa de protetores com FPS e UVA maiores do que um indivíduo de pele escura”, explica Lucas Portilho. Em todo caso, recomenda-se FPS a partir de 30 (leia abaixo). Na hora da escolha, leve também em conta seu tipo de pele: “Quem tem pele oleosa deve preferir produtos de toque seco e quem tem pele seca deve usar produtos mais hidratantes”, completa.

É preciso saber também se o produto defende a pele também dos raios UVA (a sigla FPS refere-se apenas aos raios UVB). Nas embalagens, pode aparecer como FPUVA (Fator de Proteção UVA) ou ser expresso por estrelinhas (***), cruzinhas (+++) ou alertas como “proteção de amplo espectro”. O número ideal é a partir de 10 e deve representar, no mínimo, um terço do FPS. Os protetores solares mais modernos informam explicitamente no rótulo seu nível de proteção contra a radiação UVA.

Qual FPS deve-se escolher?

“A partir do FPS 30 o filtro já oferece uma boa proteção, capaz de absorver em torno 97% da radiação UVB, por exemplo”, diz Lucas Portilho. Mas há um porém: “Quando não se aplica uma quantidade adequada do produto, o nível de proteção cai drasticamente. Quando se passa pouca quantidade de um filtro FPS 30, a proteção é equivalente apenas a FPS 8”, alerta. Fotoprotetores com FPS mais alto, como 50, 60 ou 70, são ideais para garantir alta proteção.

Que quantidade de protetor deve-se passar?

Não adianta passar pouco protetor e achar que está protegido. “Para obter o nível de proteção (FPS) do rótulo do protetor é necessário aplicar 2 miligramas por centímetro quadrado de pele. Traduzindo: se pensarmos em rosto, equivale a uma colher de café cheia”, explica Lucas Portilho. No caso do corpo, o consenso é aplicar: uma colher de café em cada braço e antebraço; uma colher no peito; uma colher nas costas; duas colheres para cada perna (parte da frente e parte de trás).

Onde passar o protetor?

“No caso do rosto, deve-se aplicar uma camada generosa, sem economia (lembre-se de que o produto é absorvido pela pele) no rosto todo até a raiz do cabelo, sem esquecer orelhas, pescoço e nuca”, diz Thais Pepe. “Deve-se reforçar a aplicação na região do osso da bochecha, ao redor dos lábios, na ponta e nas laterais do nariz, já que que essas são áreas mais sujeitas ao surgimento de manchas e câncer.

No caso dos homens, mesmo os que passam protetor diariamente no rosto acabam esquecendo da área do V da camisa, que acaba ficando marcada pelo fotoenvelhecimento e mais sujeita ao aparecimento das queratoses actínicas, que são lesões do tipo pré-câncer, acrescenta a doutora Thais.

Como e quando passar o protetor solar?

Fácil: pelado, antes de sair de casa. Não adianta aplicar o produto já na praia, porque ele demora de 20 a 30 minutos para começar a agir e, durante esse período, o sol já vai detonando as células da sua pele, segundo a dermatologista. “Passe o filtro no corpo todo e só depois vista a sunga, bermuda ou roupa do exercício físico”, ensina Thais. O filtro solar deve ser aplicado puro sobre a pele, para não perder sua potência e aderência, completa.

Quando o filtro solar deve ser reaplicado?

Ok, você passou o protetor meia hora antes da exposição ao sol, mas deve reaplicar no rosto e no corpo a cada duas horas, em média, especialmente se suar muito ou entrar várias vezes na água. A promessa de “resistir à água” encontrada no rótulo é muito relativa, até porque não se sabe quantas vezes a pessoa vai entrar na água nem quanto tempo vai ficar se banhando. Alguns médicos sugerem que se reaplique o protetor sempre que sair da água, porque ninguém garante que o produto realmente vai resistir na pele.

Lembre-se também que boa parte dos filtros para uso facial diário não são resistentes ao suor e à água. Quando for à praia, opte por um protetor para rosto que contenha no rótulo a informação de que não sai com água.

É preciso passar protetor quando se fica embaixo do guarda-sol?

Sim, com certeza. “Pesquisa recente revelou que o guarda-sol não bloqueia as radiações e oferece, no máximo, FPS 8. Além disso, a areia reflete os raios solares”, afirma Thais Pepe. Sem falar que os raios UVA (os principais responsáveis pelo envelhecimento precoce, manchas e rugas), atravessam nuvens e vidros de janelas e penetram na pele em grande profundidade, até as células da derme. Causam desde lesões mais simples até, em casos mais graves, câncer de pele. Já os raios UVB deixam a pele vermelha e queimada, danificam a epiderme e também aumentam o risco de câncer”, diz a dermatologista.

 

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