Estresse e ansiedade estão fazendo você engordar?

Garantia de ganhar peso é descontar no prato as emoções fora de controle, comendo fora de hora ou com a cabeça em outro lugar, sem prestar atenção na quantidade da comida.

Por Wilson Weigl

Quem consegue resolver todos os perrengues do dia-a-dia sem se estressar levanta a mão! São tantas situações complicadas que a gente enfrenta toda hora que fica difícil preservar o equilíbrio e o sangue frio. A sobrecarga de cobranças é um dos principais gatilhos para vivermos estressados, ansiosos e frustrados. O problema é quando se desconta no prato as emoções fora de controle, comendo fora de hora ou com a cabeça em outro lugar, sem prestar atenção na quantidade ou na qualidade da comida.

Tanto a ansiedade quanto o estresse fazem engordar por causas psicológicas que se refletem no funcionamento do corpo. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o estresse é uma doença (sim, uma doença) causada por excesso de pressões ou problemas e frustração. Já a ansiedade, frequentemente confundida com estresse, está ligada a medos, apreensão e antecipação de situações estressantes. O ganho de peso, que é o que vou abordar aqui, está intimamente ligado às duas condições.

Em situações de pressão psicológica e nervosismo, o organismo libera cortisol, conhecido como o hormônio do estresse, que deflagra no corpo uma reação tipo “enfrento o perigo ou saio correndo?”. Com o nível de cortisol nas alturas, o corpo retarda o metabolismo para preservar as reservas de energia, para que estejam disponíveis para serem usadas na luta ou na fuga. Simples assim. E metabolismo lento significa maior dificuldade do corpo em processar os alimentos, levando ao acúmulo de gordura.

A ansiedade, por sua vez, é terreno fértil para o descontrole à mesa ou para as compulsões alimentares. Come-se mal ou come-se mais por não prestar atenção à quantidade e à qualidade dos alimentos. É fácil não se focar na comida enquanto se come trabalhando no computador, fazendo negociações importantes num almoço de trabalho ou petiscando vendo um jogo de futebol. Também é bico comer sem parar para compensar alguma emoção mal resolvida.

Por isso quem não quer engordar precisa ficar atento ao jeito que come nos momentos de nervosismo e ansiedade. “Mesmo na correria, é possível encaixar na rotina um plano alimentar nutritivo, saboroso e prazeroso”, diz Marcela. Para isso, é preciso compreender os sinais do corpo e as situações emocionais seguindo passos simples:

Entenda os sinais de fome e saciedade

Muitas vezes estamos tão focados nos problemas que não paramos para pensar se estamos nos alimentando da forma correta. Antes de começar a comer, pare e pense: “qual o tamanho da minha fome hoje?”. Faça o prato na medida do seu apetite. Durante a refeição, coma sem pressa, sentindo os sabores dos alimentos. O estômago demora um tempo para enviar ao cérebro o sinal de saciedade e se você come rápido não recebe esse aviso a tempo de parar e termina a refeição comendo descontroladamente mais do que deveria. Ao comer devagar você saberá quando estiver satisfeito.

Não desconte seus problemas na comida

Podemos compensar a ansiedade, a frustração, a raiva, a insegurança e o tédio comendo compulsivamente, em exagero ou atacando “porcarias” como salgadinhos e doces. Nos arrependemos no minuto seguinte, nos sentindo para baixo ao  prever no reflexo que os exageros vão causar na balança. Evite ir à mesa mergulhado em sentimentos negativos.

Não entre nas neuras sobre dieta

Não se ligue nas dietas muito restritivas, que proíbem um monte de comidas, nem naquelas de que você ouve falar e resolve seguir porque achou bacana. Acabamos colocando alguns alimentos como “vilões” (por exemplo os carboidratos de pães e macarrão), mas na verdade o problema está nos nossos hábitos de forma geral. Privar-se de certos pratos de que você gosta pode aumentar o estresse da dieta. E cortar alimentos por conta própria pode causar deficiência de nutrientes importantes. O melhor é investir uma graninha consultando um nutricionista, que vai bolar um plano de reeducação alimentar específico para suas necessidades, seu biótipo etc.

Se você detectou que seu ganho de peso está relacionado às causas acima, é bom atacar o problema na raiz. Procure combater ou aliviar o estresse e a ansiedade com atividades relaxantes, como fazer exercícios físicos (que liberam endorfinas, substâncias que dão sensação de bem-estar), adotar algum hobby para as horas de folga, sair mais com os amigos para jogar conversa fora. Se você se identificou com a relação das dificuldades emocionais com o ganho de peso, é bom mesmo consultar um especialista em nutrição para saber como contornar as armadilhas. E se seu nível de estresse for alto ou crônico, procure um psicólogo, para discutir o problema.

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